Localização:
A Paróquia de Nossa Senhora das Dores do Ingá está localizada
no bairro do Ingá, que se situa entre o centro comercial de Niterói e os
bairros de São Domingos e Icaraí, apoiando-se nos encostas do Morro do Estado e
prolongando-se até as praias das Flechas e Boa Viagem.
Histórico:
A atual Matriz originou-se da primitiva capela erigida graças
aos esforços de um grupo de católicos residentes no bairro que, em 1853, se
reuniram para fundar uma Irmandade que se propusesse a construir uma capela
para o culto público em substituição ao oratório particular do capitão de mar e
guerra Pedro da Cunha, onde, desde 1840 já se celebrava a Missa graças à
iniciativa do seu proprietário e do Dr. João Pedreira Ferraz.
Em 1855, a nova Irmandade denominada de N. S. das Dores do
Ingá, teve o seu Compromisso aprovado pelo Bispo diocesano Dom Manoel do Monte
Rodrigues de Araújo, conde de Irajá e confirmado pelo Presidente da Província
do Rio de Janeiro, Conselheiro Luis Antônio Barbosa. O terreno em que foi
erigida a capela foi doação do Comendador José Manoel de Carvalho Bulhões. O
primeiro capelão foi o Cônego João de Santa Cândida. A capela foi iniciada em
1853; de 1854 a 1859 foram edificadas a parte principal e a sacristia; de 1862
a 1865, a ala direita e, em 1870, a ala esquerda e alguns reparos na parte já
construída. Em 1869, foi feita a grade da frente e o muro ao lado do nascente.
Foi inaugurada a capela a 14 de janeiro de 1885. O seu primeiro sino foi doação
de Joaquim Bernardino Martins Caruncho. Terminada a capela, a Irmandade entrou
em decadência, sendo reerguida em 1888, graças aos esforços do seu fundador Dr.
João Pedreira do Couto Ferraz que foi proclamado seu Protetor Perpétuo,
voltando mais tarde ao marasmo, sofrendo com isso a capela que sem conservação
veio a arruinar-se.
Somente em 1916, vindo a residir no Ingá o Padre Gaston
Ribeiro da Veiga, que fora batizado na capela, doeu-se da sua situação e
promoveu um movimento para realizar os reparos de que o templo necessitava. Em
1918, o Dr. Pio Benedito Ottoni promove a reorganização da Irmandade,
reformando o seu compromisso de acordo com as novas normas do Direito Canônico,
sendo nesta época seu capelão o Padre José Marques da Cunha que faleceu em
1920. Substituiu-o no cargo o Padre Conrado Jacarandá que desenvolveu um grande
trabalho apostólico, vitalizando a Irmandade que recebeu o título de
"episcopal", fundou o Apostolado da Oração e preparou o povo para a criação da
paróquia, cujo território era desmembramento da paróquia de S. João Batista, o
que deu em 1924 na sua ereção e nomeação de seu primeiro Vigário, cujo governo
assumiu (em 22 de dezembro) a 21 de setembro. A Casa Paroquial, construída
neste mesmo ano, nos fundos da igreja Matriz, graças a uma doação (29 contos de
reis) feito por Mons. Francisco Hildebrand, o Gomes Angelim, foi inaugurada a
22 de dezembro de 1924.
A Paróquia de N. S. das Dores, no Ingá, em Niterói, foi
erigida canonicamente pelo Decreto Episcopal do Bispo de então, Dom Agostinho
Benassi, de 15 de setembro de 1924.
Foi declarada inamovível por ato de 4 de abril de 1941. De
seu território foram desmembradas as paróquias de N. S. Auxiliadora (antiga,
Divino Coração Eucarístico e Santa Rosa de Viterbo) e de N. S. do Rosário.
1º Pároco - Padre Conrado Jacarandá
15/09/1924 a 17/04/1925
No dia de Nossa Senhora das Dores do ano de 1924, o Sr. Bispo
Dom Agostinho criava a Paróquia do Ingá e nomeava seu primeiro vigário o Padre
Conrado Jacarandá, que deixou traços marcantes do seu apostolado, dando início
às obras da Igreja Matriz de Nsa. Sra. Das Dores.
A Paróquia abrangia os bairros de São Domingos, Ingá, Icaraí
e Santa Rosa.
2º Pároco - Padre Carlos Maria do Amaral
19/04/1925 a 15/08/1976
No dia
19 de abril de 1925, tomou posse em sua nova Paróquia, o segundo vigário
nomeado, Padre Carlos Maria do Amaral, que durante o seu paroquiato contou com
a cooperação da Irmandade de Nossa Senhora das Dores, de várias outras
Associações que foram surgindo na época e de amigos dedicados para a realização
de diversas obras.
Construiu as arcadas e colunas internas, reformou todo o
madeiramento do telhado, construiu a sacristia e o salão paroquial, revestiu a
Capela-Mor, substituiu o piso da Igreja, promoveu a decoração e, finalmente,
reformou a fachada apondo à mesma quatro colunas, tornando a Matriz uma das
mais artísticas de Niterói.
Com o crescimento da cidade e da população, foram criadas
novas Igrejas e a Paróquia de Nossa Senhora das Dores passou a atender
exclusivamente os fiéis do Ingá. De seu território foram desmembradas: São
Domingos em 31/05/29, Nossa Senhora Auxiliadora em 06/06/40, Santuário das
Almas em 01/03/50, São Judas Tadeu em 28/10/59 e Porciúncula de Sant’Ana em
09/04/65.
3º Pároco - Padre Hugo Montedônio Rego
16/08/1976 a 02/04/1978
Por Ato de 15 de agosto de 1976, Dom José Gonçalves da Costa,
Administrador Apostólico, assume a Paróquia e nomeia a partir de 16 de agosto
do mesmo ano, Padre Hugo Montedônio Rego, vigário cooperador para dirigir a
Paróquia em seu nome. Neste período iniciam a reforma da pintura da Igreja.
De 1º de janeiro de 1977 à 2 de abril de 1978, o Pe. Hugo
Montedônio Rego exerceu a função de Pároco e terminou a reforma da Igreja.
4º Pároco - Padre Manuel Pascoal dos Anjos
10/04/1978 a 09/09/1978
Interinamente de 10/04/78 a 09/09/78, Padre Manuel Pascoal
dos Anjos dirigiu a Paróquia como vigário substituto.
5º Pároco - Cônego Benedito de Azevedo Gouveia
10/09/1978 a 16/10/1979
Em 10 de setembro de 1978, tomou posse o Cônego Benedito de
Azevedo Gouveia, que ausentou-se em 16 de outubro de 1979.
Em apenas um ano na Paróquia, o Cônego mostrou-se zeloso
sacerdote, buscando despertar nos fiéis o verdadeiro sentido da devoção, a
necessidade do aprofundamento religioso, a responsabilidade dos membros de cada
Irmandade, a atenção ao culto, a dedicação à limpeza dos altares e em especial,
a piedade na Adoração ao Santíssimo na Hora Santa participada.
No setor social, deu continuidade às festas juninas,
organizou reuniões setoriais, construiu um salão provisório ao lado da Igreja
para as comemorações festivas, reformou o salão da Casa Paroquial, mudou o piso
da Capela-Mor e construiu a Capela destinada ao Santíssimo.
6º Pároco- Monsenhor Elídio Robaina
25/11/1979 a 12/10/2001
Designado por Dom José Gonçalves da Costa, Monsenhor Elídio
Robaina, na ocasião Vigário Geral da Arquidiocese de Niterói, assumiu a
Paróquia de Nossa Senhora das Dores no dia 25 de novembro de 1979.
Dando prioridade à evangelização, à dimensão catequética e à
sua preocupação constante pelos pobres e enfermos, lançou-se num programa de
ação pastoral, social e promocional. Viu que faltava à comunidade o espaço
físico adequado.
Sendo assim construiu no terreno situado nos fundos da
Igreja, um edifício de cinco andares, com uma área de 350 m2. Para a realização
desta obra denominada “Centro Comunitário e Assitencial da Paróquia de Nossa
Senhora das Dores do Ingá”, o Monsenhor contou com seus generosos paroquianos,
com muitos amigos e com a assessoria do Conselho Executivo e Paroquial.
O prédio construído serve à comunidade para diversos fins:
salas didaticamente montadas para catequese, reuniões, asistência
médica-odontológica, farmácia, salão de festas, depóstito para a distribuição
de bolsas de alimentos aos pobres, encontros e retiros. Abrigou a creche que
atendia a cerca de 100 crianças carentes das comunidades dos Morros do Estado e
do Palácio.
Com relação aos Movimentos e Associações, o vigário procurou
mobilizar as forças já existentes e promover a responsabilidade dos leigos em
seus carismas, tornando-os agentes privilegiados que colaboram na construção do
Reino.
7º Pároco - Padre João Luiz
12/10/2001 - 13/08/2006
Convidado pelo Arcebispo Dom Carlos Alberto Navarro, padre
João Luiz assumiu a paróquia em 12/10/2001. Com saúde um pouco fragilizada pelo
diabetes e problemas no coração, recebeu a colaboração de vários sacerdotes, como
os padres William, Cláudio, Marcelo, Angelo, Jozo, Luiz Gusmão, Roberto e Frei David.
Além desses, Pe. Júlio César atuou como administrador paroquial. Reformulou a liturgia,
preparando melhor os leitores, comentaristas e ministros de música, através de reuniões
e cursos. Reformou a Casa Cura D'Ars, transformando-a em Casa paroquial. Completou
a obra da fachada e a do presbitério da Matriz. Destacou-se, principalmente, pelo
dom da Palavra. Suas homilias, empolgantes e cheias de fervor, tocavam profundamente
a assembléia.
8º Pároco - Padre Marcelo Chelles
13/08/2006 - atual